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Vamos falar sobre Hemofilia?

Hemofilia é uma doença genética e hereditária que se caracteriza por desordem no mecanismo de coagulação do sangue e manifesta-se quase exclusivamente no sexo masculino.

Existem dois tipos de hemofilia: A e B. A hemofilia A ocorre por deficiência do fator VIII de coagulação do sangue e a hemofilia B, por deficiência do fator IX.

A mutação que causa hemofilia fica localizada no cromossoma X. Em geral, as mulheres não desenvolvem a doença, mas são portadoras dessa alteração. O filho do sexo masculino é que pode manifestar a enfermidade.

Os episódios de sangramento podem ocorrer logo no primeiro ano de vida do paciente, sob a forma de equimoses (manchas roxas), que se tornam mais evidentes quando a criança começa a andar e a cair. A apresentação clínica das hemofilias A e B é semelhante, caracterizada por sangramentos intra-articulares (hemartroses), hemorragias musculares ou em outros tecidos ou cavidades. As hemartroses afetam mais frequentemente as articulações do joelho, tornozelo, cotovelo, ombro e coxofemoral.

O diagnóstico de hemofilia deve ser pensado sempre que há história de sangramento fácil após pequenos traumas, ou espontâneo, podendo ser hematomas subcutâneos nos primeiros anos de vida, ou sangramento muscular e/ou articular em meninos acima de dois anos, ou mesmo com história de sangramento excessivo após procedimentos cirúrgicos ou extração dentária. É importante lembrar que embora a história familiar esteja frequentemente presente, em até 30% dos casos pode não haver antecedente familiar de hemofilia.

O tratamento da hemofilia evoluiu muito e, basicamente, consiste na reposição do fator de coagulação. Uma possibilidade de tratamento é a reposição intravenosa do fator deficiente (fator VIII na hemofilia A ou fator IX na hemofilia B). Mas para que o tratamento seja completo, o paciente deve fazer exames regularmente e jamais utilizar medicamentos que não sejam recomendados pelos médicos. Há o risco de o paciente desenvolver inibidores, que neutralizam o fator coagulante.

Os hemocentros distribuem gratuitamente essa medicação que é fornecida pelo Ministério da Saúde.

Clicando aqui você acessa o Manual de Hemofilia, do Ministério da Saúde.

Atividade física durante a quimioterapia, pode?

No tratamento oncológico, os exercícios físicos podem ser realizados durante ou após a quimioterapia e a radioterapia, como adjuvante ao tratamento. Quando feitos regularmente, auxiliam na regulação de hormônios e atuam sobre o sistema imunológico, ajudam a manter a composição corporal adequada (ou seja, a distribuição entre músculos, gordura e ossos no corpo), a diminuir a perda de massa muscular e a manter o coração funcionando bem.

Um efeito colateral recorrente no tratamento da maioria das neoplasias é a fadiga. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos, entre 72 e 95% dos pacientes são afetados por esse cansaço extremo, que pode resultar na diminuição significativa da qualidade de vida. Estudos mostram que a prática diária de exercício pode diminuir a intensidade desse sintoma em até 50%.

Mesmo com todos esses benefícios, é muito importante que as pessoas em tratamento de câncer tenham cuidado redobrado durante os exercícios. Em geral, recomenda-se a realização de, pelo menos, 30 minutos de exercícios físicos por dia ou 150 minutos de atividade ao longo da semana, tempo este dividido entre exercícios de resistência muscular e aeróbicos, mas sempre de intensidade baixa. É a importante sempre consultar um médico, pois cada caso é um caso e estar acompanhado por um bom educador físico e que tenha experiência em pacientes com câncer é fundamental.

O que causa plaquetas baixas?

Plaquetopenia ou trombocitopenia é a diminuição do número de plaquetas no sangue, sendo um achado frequente no hemograma, e nem sempre significa presença de alguma doença. Os valores de referência das plaquetas são de 150.000 a 400.000/mm³.

A plaquetopenia é uma situação que prejudica a coagulação, e pode causar sintomas como manchas roxas ou avermelhadas na pele, sangramento nas gengivas ou pelo nariz, e urina avermelhada, por exemplo.

As plaquetas são componentes essenciais do sangue para a coagulação, facilitando a cicatrização de feridas e impedindo hemorragias, e existem diversas causas para a sua redução, dentre elas infecções, gestação, uso de medicamentos, doenças relacionadas com a imunidade, como púrpura trombocitopênica, e neoplasias, como leucemias e linfomas.

O tratamento desta situação deve ser feito conforme a sua causa, pelo hematologista, podendo ser necessário apenas o controle da causa, uso de medicamentos ou a transfusão de plaquetas.

Doação de medula óssea

As chances de encontrar uma medula óssea compatível para um paciente são raras, podendo chegar 1 em 100 mil! Por isso, ao se tornar um doador, você está ajudando a diminuir essa distância.

É preciso ter entre 18 e 55 anos de idade e estar em bom estado geral de saúde (não ter doença infecciosa ou incapacitante). Para se cadastrar, o candidato a doador deverá procurar o hemocentro mais próximo de sua casa para esclarecer dúvidas a respeito da doação.

Em seguida, será feita a coleta de uma amostra de sangue (10ml) para a tipagem de HLA (exame de histocompatibilidade que identifica as características genéticas de cada indivíduo). Os dados do doador são inseridos no cadastro do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) e, sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada. Uma vez confirmada, o doador será consultado para decidir quanto à doação.

É possível se cadastrar como doador voluntário de medula óssea nos hemocentros localizados em todos os estados do país.

👉 Consulte no endereço http://redome.inca.gov.br/doador/hemocentros o hemocentro mais perto de você.

Um doador de medula óssea deve manter seu cadastro sempre atualizado.

👉 Caso haja alguma mudança, atualize pelo endereço http://redome.inca.gov.br/doador-atualize-seu-cadastro

Fonte: GRAACC